Hoje fiz a viagem de 15 minutos de ônibus mais longa da minha vida!
Várias "senhoras" desfilando um sem-fim de pérolas de sabedoria, com conteúdo de preconceito, mesquinharia, falta de compaixão e "umbigocentrismo". Cada um tem o direito de ter sua opinião,mas foi o fato de minha filha ter começado a prestar atenção a partir de determinado ponto que me irritou profundamente. Com lances de:
"Ah, esse povo não tem respeito a Deus" seguido por "Eu não ajudo ninguém, porque não sei se merece, tem que trabalhar para conseguir"; ou "Esse povo acha que tem direito de protestar e atrapalhar a nossa viagem" com "esse governo não presta e ninguém faz nada" e ainda "povo vagabundo que quer ganhar coisa de graça" com "é um absurdo termos que viajar de pé assim" (esquecendo que elas não pagam ônibus).
"Ah, esse povo não tem respeito a Deus" seguido por "Eu não ajudo ninguém, porque não sei se merece, tem que trabalhar para conseguir"; ou "Esse povo acha que tem direito de protestar e atrapalhar a nossa viagem" com "esse governo não presta e ninguém faz nada" e ainda "povo vagabundo que quer ganhar coisa de graça" com "é um absurdo termos que viajar de pé assim" (esquecendo que elas não pagam ônibus).
Tive que me espremer para passar pela Muralha do Fel, comentando em voz alta com minha filha como o espírito cristão das pessoas era interessante, pois iam na igreja rezar pela volta de um fulano que decidiu não trabalhar para espalhar sua palavra e acharia interessante o direito dessas pessoas atacarem outras sem saber o rosto de seu vizinho.
No final, Raíssa olhou para trás, fixou o olhar e perguntou:
- Papai, essas pessoas são boas?
- Boa pergunta, Raíssa. Não sei, elas acham errado ajudar quem precisa de ajuda.
- Boa pergunta, Raíssa. Não sei, elas acham errado ajudar quem precisa de ajuda.
Raíssa vira pra frente e diz:
- Pois eu gostei de ajudar aquela moça. Somos pessoas boas!
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